Temer inicia seu projeto de reformas neoliberais

Enquanto isso o Brasil vai se tornando cada vez menos um país altivo e soberano

 

Foi aprovado no dia 22 de março de 2017, o Projeto de Lei (PL 4302/1998) que regulamenta a terceirização da mão de obra em atividades meio e fim nos setores público e privado, que irá agora para sanção presidencial. A nova realidade alterou as regras de terceirização em várias instâncias e setores da sociedade e fragiliza as relações de trabalho, tendo como uma das consequencias a redução dos salários. Antes do projeto, a Justiça do Trabalho só permitia a terceirização em atividades secundárias – conhecidas como atividades-meio, que não são o principal negócio de uma companhia. A medida flexibiliza as leis que regem o trabalho no Brasil, ampliando as possibilidade de terceirização dos trabalhadores e de contração temporária, que passou de três para seis meses o tempo máximo de sua duração, com possibilidade de extensão por mais 90 dias , ou seja, até nove meses. NOVE MESES DE TRABALHO TEMPORÁRIO!

Antes não havia vínculo de emprego entre as empresas contratantes e os trabalhadores terceirizados, mas havia a exigência de que 4% do valor do contrato fosse retido como garantia do cumprimento dos direitos trabalhistas e das exigências previdenciárias. O texto aprovado na Câmara não prevê tais garantias. Além disso, o terceirizado só pode cobrar o pagamento de direitos trabalhistas da empresa tomadora de serviço após se esgotarem os bens da empresa que terceiriza. Não haverá mais a responsabilidade solidária da empresa que terceiriza.
Em suma, a principal mudança se refere à permissão das empresas para terceirizar quaisquer atividades, não apenas atividades acessórias da empresa. Isso significa que uma escola que antes poderia contratar só serviços terceirizados de limpeza, alimentação e contabilidade agora poderá também contratar professores terceirizados. Também o direito à greve que todo trabalhador antes tinha está sendo revisto, pois o texto aprovado inclui a possibilidade de contratação de temporários para substituir grevistas, se a greve for declarada abusiva ou houver paralisação de serviços essenciais.

Após o relator do projeto na Câmara dos Deputados, Laercio Oliveira (SD-SE), afirmar que “ninguém faz limpeza melhor do que a mulher”, fica bastante claro o pensamento machista (porque não basta ser golpista) dos políticos brasileiros que estão a decidir o futuro das pessoas, quem morre ou vive daqui para frente e como estão sendo tratadas as mulheres e os direitos dos trabalhadores, que deixarão de existir.

Seguindo nessa linha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”, assim fica difícil acreditar que tais medidas sejam para favorecer investimentos no país e para ampliar os empregos. Tais mudanças, assim como a proposta para a Reforma Trabalhista (Projeto de Lei – PL 6787/16) e a Reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/16), são de cunho liberal e irá impactar milhares de brasileiros, não só jovens iniciando a carreira profissional, adultos no mercado de trabalho, como também servidores públicos, mães, professores, deficientes físicos, idosos, trabalhadores rurais, enfim, todos nós.

Esta foi uma vitória da gerência golpista de Michel Temer, que já havia aprovado em dezembro de 2016 a PEC 241 (ou 55), que congela por até 20 anos os gastos públicos, ou melhor dizendo, os investimentos em setores já carentes como saúde e educação. O PL da Terceirização (4302/98) foi encaminhado à Câmara em 1998 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aprovado no Senado em 2002. Por esse motivo ele não retornou ao Senado e uma vez aprovado na Câmara, em uma versão feita há 19 anos, portanto um texto desatualizado e fora da realidade atual, segue para sanção de Temer.

Reforma Trabalhista – propostas de alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Diante do atual contexto, podemos intuir que a totalidade das medidas do Governo Federal que envolvem a relação capital e trabalho no Brasil prejudica a população, mas os políticos insistem em dizer que novos empregos serão gerados. Estudo publicado pelo Banco Mundial desautoriza essas conclusões. Em geral, a geração de empregos é mais associada à atividade econômica e à evolução da produtividade. “No Brasil, por exemplo, o setor privado criou quase 18 milhões de empregos formais entre 2002 e 2014 sem que tenha havido uma mudança relevante na legislação trabalhista”, afirmou o Diretor Nacional de Organização Sindical da Nova Central, Geraldo Ramthun no portal Fetraconspar.

O Ministério Público do Trabalho já se posicionou afirmando em nota assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, que o “único propósito” das alterações previstas para a CLT é o de “permitir a exclusão de direitos trabalhistas”, alertou. Em outras palavras, os acordos feitos entre empregador e empregado valerão mais do que aquilo previsto em Lei e enfraquecerá os sindicatos no processo de negociação coletiva. É fácil descobrir o lado mais fraco, aquele que irá ceder bem mais, sob ameaças do fantasma do desemprego. Ou seja, o que for negociado diretamente entre empregadores e funcionários valerá mais do que a CLT. Não haverá negociação, mas sim imposição dos patrões, como diz um ditado indiano, “genro não, marido da minha filha” (uma coisa não muda o seu caráter pelo fato de você chamá-la por um nome diferente).

Todos nós sairemos perdendo. O setor de empresários serão os mais beneficiados em um primeiro momento, pois terão o poder de reduzir salários, aumentar o desemprego, a rotatividade de funcionários e a informalidade. Mas a médio e longo prazo, com uma população empobrecida, desmotivada, doente e sem dignidade, a economia não avançará, haverá pouca circulação monetária e o que era uma crise ruim poderá se aprofundar. É perverso.

Entre as possibilidades de convensões coletivas estão o parcelamento das férias em até três vezes, compensação da jornada de trabalho, intervalos de intrajornada, plano de cargos e salários, banco de horas e trabalho remoto bem como formas de pagamento, entre outros. Para a jornada de trabalho, será permitido negociar desde que respeitado o limite máximo de 220 horas mensais e de 12 horas diárias (metade do dia, que tem 24 horas – destas, pelo menos 4 horas são gastas em transporte público), a mesma carga horária que um operário fazia nas fábricas insalúbres do início do século XX, nos primórdios da sociedade urbano-industrial). Hoje a jornada padrão é de 8 horas por dia, com possibilidade de haver 2 horas a mais. A jornada padrão semanal é de 44 horas.

Leia mais em A Roda da História.

Saiba mais sobre a Reforma Trabalhista

Reforma da Previdência – o sonho inalcansável da aposentadoria

Cedendo às pressões dos parlamentares, no dia 21 de março, Michel Temer retirou os servidores estaduais e municipais das mudanças propostas pela reforma, que incluirá somente os federais. Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que a mudança na reforma anunciada reduz “70%” da pressão que os parlamentares estavam sentindo em suas bases eleitorais, e consequentemente facilita a aprovação do projeto. Sobre a exclusão destes, a senadora do PT-PR, Gleisi Hoffmann disse em seu discurso no plenário que o atual presidente se aproveitou da crise da carne para aplicar um golpe (outro) nos servidores que supostamente seriam poupados das medidas nefastas. Segundo ela, trata-se de uma estratégia para diluir o poder popular de mobilização nas ruas das principais capitais do Brasil, obrigando esta parcela de servidores públicos terem com os Governos Estaduais os embates para garantia dos direitos, mudando o foco das manifestações.

A maior parte da população que esteve pressionando o (des)Governo Federal no último dia 15 de Março reividicando a permanência de seus direitos, eram de servidores. Sabemos que para o trabalhador do setor privado é mais difícil a participação, ainda que muitos setores ventilem uma greve geral. No entanto, a população não foi ouvida pelo poder público e muito menos pela grande mídia, que ignorou os fatos em seus noticiários e impressos, inclusive não relatando a violência policial que se seguiu, principalmente no Rio de Janeiro.

A Reforma da Previdência é um ataque direto a professores, trabalhadores rurais, policiais civis, servidores públicos federais e mulheres. Ela prevê a maior mudança no sistema de seguridade social desde a Constituição de 1988; só integrantes das Forças Armadas, PMs e bombeiros militares ficam de fora, ou seja, a força repressora do país. Ela ainda prevê a igualdade da faixa etária mínima para se aposentar entre homens e mulheres para 65 anos, um tempo de contribuição initerruptos por 49 anos, além de alcançar basicamente dois grupos de benefícios: os programáveis (aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e especial) e os não programáveis (aposentadoria por invalidez e pensão por morte). Para os servidores federais, as mudanças se dão basicamente no cáulculo dos benefícios e no tempo permitido para acessá-los. É possível consultar esses cálculos aqui. Alguém precisa avisar ao Temer que NÃO SOMOS IMORTAIS!

Saiba mais sobre a Reforma da Previdência

“No limite, o Brasil poderia conviver com uma situação paradoxal de se situar entre as economias mais avançadas no planeta neste início do século 21, porém com o funcionamento de seu mercado de trabalho retrocedendo aos anos anteriores à década de 1950. Naquela época, quase 4/5 dos trabalhadores recebiam ao redor do salário mínimo”.

Márcio Pochmann citado por Sayonara Grillo em seu artigo “A terceirização e o papel dos tribunais no controle das práticas de precarização do trabalho”.

Sobre a reforma da previdência, Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, afirmou que “o que se pretende é o fim da previdência pública, quase a sua destruição, na medida em que estão propostos pré-requisitos tão rígidos e descolados da realidade brasileira que, se aprovada a proposta, a aposentadoria no Brasil passaria a ser uma ilusão”.

Para finalizar cito a filosofa Marcia Tiburi, em artigo publicado em coluna da Revista Cult:

Somos todos trabalhadores! A luta contra a opressão deve ser de todos! Isso quer dizer que toda luta só é luta quando ela é luta do outro. Que lutar pelos direitos das mulheres é lutar pelos direitos dos negros, que lutar pelos direitos dos negros é lutar pelos direitos das mulheres e dos índios, das pessoas trans e dos trabalhadores, que lutar pelos direitos dos trabalhadores é lutar pelos direitos das mulheres que são, mesmo quando devem descansar, trabalhadoras; que lutar por direitos não significa lutar apenas pelos seus e que não somos apenas nós mesmos que podemos lutar por nossos direitos. Todos devem lutar”.

Assista também ao ótimo vídeo do portal Justificando – Reforma TRABALHOSTA – O que todo mundo precisa saber.

FONTES:

El País – Câmara aprova terceirização para todas as atividades. Entenda o que muda

El País – Terceirização, uma votação a toque de caixa estratégica para Temer

El País – Entenda o que é a PEC 241 (ou 55) e como ela pode afetar sua vida

Huffpostbrasil – Relator da terceirização acredita que ‘ninguém faz limpeza melhor do que a mulher’

ANDES – SN – Previdência: alteração na PEC 287 não exclui estaduais e municipais dos ataques

Diário do Rio On Line – Fim da CLT. Reforma prejudica trabalhadores nas negociações

IPEA – Previdência e Gênero: por que as idades de aposentadoria entre homens e mulheres devem ser diferentes?

Brasil 247 – Matemático aponta erro de cálculo na Reforma da Previdência

Precisamos barrar o projeto de reforma da Previdência

Ele é cruel e inconstitucional

Protesto popular no Rio de Janeiro

Um grande paralização popular aconteceu na tarde de ontem, dia 15 de março, contra o projeto de Reforma da Previdência (PEC 287/2016) imposto pelo governo golpista de Michel Temer e seus comparsas. Após o histórico 8M em que milhares de mulheres tomaram as ruas do centro da cidade, este foi mais um momento em que a mensagem de repúdio ficou clara: não queremos a reforma, ela nos roubará direitos históricos conquistados, vai escravizar o ser humano em uma vida inteira de trabalho retirando-lhe o direito de uma aposentadoria minimamente digna ao final.

Somos contra a aprovação desse projeto de reforma, ela em nada beneficia o trabalhador e ao contrário, retira seus direitos ludibriando com uma propaganda enganosa na televisão e nos jornais. É importante lembrar que a juiza Marciane Bonzanini, titular da 1ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, determinou, no mesmo dia das manifestações ocorridas em todo o país, que o governo de Michel Temer retire imediatamente do ar as propagandas veiculadas na mídia, sobre o projeto de Reforma da Previdência, pois entendeu que o governo Temer não poderia ter utilizado recursos públicos para financiar a propaganda. A campanha promove, segundo a magistrada, uma espécie de terrorismo junto à população.

É sabido que as mais prejudicadas com esse atual projeto de “reforma” da Previdência Social, que penaliza toda a população trabalhadora do Brasil são, em particular, as mulheres. O fim da aposentadoria por tempo de contribuição, o aumento da idade mínima para elas (que passará de 60 para 65 anos), o fim da aposentadoria especial para professores (categoria formada em sua maioria de mulheres) são alguns exemplos.


Poder popular

Eu estive nesse ato unificado junto com outras mulheres, pessoas idosas, trabalhadores e trabalhadoras, crianças com seus pais, mães com crianças de colo, muitos jovens secundaristas. Todos marcaram presença e era possível ler muitos cartazes e faixas que anunciavam a mesma mensagem: Somos contra a Reforma da Previdência. Porém, favorável à Reforma da PRESIDÊNCIA!! Urgente!!

Ana Raquel, 40 anos, militante do Partido Comunista Brasileiro e feminista, estava entre a multidão e disse que sua motivação para estar ali é lutar contra o ataque aos direitos dos trabalhadores e das mulheres. “Eu penso muito na minha mãe, que faleceu há alguns anos, ela se aposentou aos 61 anos e morreu aos 64. Se essa Reforma passa, ela hoje não poderia se aposentar. Então eu estou aqui pela minha mãe, por mim, por todas as Marias que estão aqui conscientes ou não”, desabafou.

Sônia, 57 anos, e sua amiga Elizabete, 65 anos, levantaram a luta pela UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que há alguns anos já sofre na decadência completa, sem recursos do Estado para manter serviços básicos como limpeza, pagamento dos funcionários, entre outros. “Apesar de ter condições de me aposentar, estou aqui hoje me posicionando contra a reforma da Previdência pelos jovens e pelas mulheres, gente que vai trabalhar até o fim da vida se for aprovado esse projeto”, disse Sônia. “Pela UERJ queremos que o Estado assuma sua responsabilidade constitucional com a educação pública”, disse Elizabete.

Vitória, 25 anos, disse que a situação do Brasil hoje é uma vergonha internacional. Ela vê como positiva a paralização geral de diversos grupos unificados para lutar juntos contra o projeto. “Desde as manifestações de 2013, esta é a primeira vez que eu vejo os trabalhadores de todos os setores se unindo com tanta força e gás, é histórico. É grande a minha expectativa para uma grande greve geral, os manifestos ocorreram hoje em muitos lugares do Brasil e eu acredito que temos força suficiente para não aceitar o que o governo nos quer impor”, concluiu a jovem.

Anos de desvios

Um artigo escrito por Clauber Santos Barros, acadêmico de Direito pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), há cerca de dois anos indica que ao longo dos anos 50 e 60, recursos da Previdência Social foram desviados para custear grandes obras no país como a construção de Brasília, a Transamazônia, a Ponte Rio-Niterói, as Usinas de Itaipú e Angra dos Reis, entre outras.

Os recursos desviados jamais foram devolvidos. Medidas como a criação da Desvinculação da Receita da União (DRU), que posibilita a retirada de parte do valor destinado à seguridade social repassando este valor para o orçamento fiscal, provoca o déficit da previdência, pois ao retirar dinheiro do orçamento público, a seguridade não consegue suprir as suas despesas. A última atualização da DRU foi feita na Emenda Constitucional n° 93, de 8 de setembro de 2016. Segundo o artigo, só no período de 2000 a 2007 o governo transferiu da seguridade social o equivalente a R$ 278,4 bilhões para financiar a dívida pública do país. Vem daí a falsa justificativa usada pelo Governo Federal.

 

Não existe défict

Outro ponto importante é sobre a falácia da existência de déficit nas contas da Previdência Social. Já há estudos concluídos que apontam ser falso o argumento do Governo Temer de que há um grande déficit na Previdência Social. Segundo a confederação dos aposentados e a associação de auditores fiscais, do próprio governo, em vez de faltar dinheiro para o INSS em 2015, há uma sobra de quase R$ 25 bilhões. Os auditores e aposentados alertam que o governo ignora a Constituição Federal e deixa de lado a arrecadação da Seguridade Social, que inclui as áreas de Saúde, Assistência e Previdência.

De acordo com a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), que anualmente divulga os dados da Seguridade Social, não existe déficit. Pelo contrário, os superávits nos últimos anos foram sucessivos: saldo positivo de R$ 59,9 bilhões em 2006; R$ 72,6 bilhões, em 2007; R$ 64,3 bi, em 2008; R$ 32,7 bi, em 2009; R$ 53,8 bi, em 2010; R$ 75,7 bi, em 2011; R$ 82,7 bi, em 2012; R$ 76,2 bi, em 2013; R$ 53,9 bi, em 2014.

Atualmente, a reforma da Previdência está em análise em uma comissão especial da Câmara. Em seguida, caberá ao plenário da Casa votar a proposta e, depois, ao Senado.

Para entender mais sobre o assunto, acesse também artigo Erro na fórmula do cálculo do benefício na atual proposta de Reforma da Previdência.

Fique ligado (a)!! Venha para as ruas! Já tem luta!

Saiba mais sobre em Carta Capital

Confira todas as fotos aqui.

Tweed Ride Rio visita o Museu do Ingá

Edição de Inverno acontece com exposição de bicicletas antigas

Arte de Luisa Wasserman

Arte de Luisa Wasserman

No próximo domingo (28 de Agosto) o Tweed Ride Rio visita o Museu do Ingá, em Niterói, para mais uma edição de inverno do passeio mais charmoso da cidade. Iremos nos concentrar às 13h na Praça XV para sair de barca às 14h rumo ao nosso destino. Encontraremos os parceiros Pedal Sonoro e partiremos pela cidade com muita música no melhor estilo de antigamente. Tragam suas toalhas, vinho e quitutes para um picnic nos jardins do Museu.

Imperdível!

Imperdível!

No mesmo local, os ciclistas do passado poderão aproveitar a exposição “Bicicletas em Perspectivas: hábitos passados, usos presentes” durante nosso encontro, uma ótima oportunidade de conhecer mais sobre a história desse fabuloso veículo, velha companheira de locomoção desde o século passado.

Também teremos a ilústre participação do grupo de dança da Denise e do Luiz, que farão um aulão de Lindy Hop. Vai ser difícil ficar parado.. Vamos dançar!!

Caprichem no visual, pois como já é tradição, teremos premiação para os melhores trajes feminino e masculino, uma parceria do brechó La Botica da Jane. Ainda falando em prêmios, não para por aí. Iremos sortear duas peças do brechó Abapha Vintage, uma saia e uma blusa, mas só para mulheres que vestem P (um M sendo bem otimista), pois não há possibilidade de troca das peças. Quem se interessar poderá participar do sorteio, mas só receberá a peça quem for ao passeio de bike. Clica aqui e saiba mais!

Teremos Aulão!!

Teremos Aulão!!

Quem não tiver bicicleta e quiser participar, poderá alugar as bicis do Itaú.

Saiba mais nesse link

Venha voltar no tempo com a gente!!

 

 

 

Quer dicas de moda? Corra para o POST que fizemos com dicas incríveis!

Confirme presença no evento!!

 

Serviço

Tweed Ride Rio – Edição de Inverno no Museu do Ingá

Dia 28 de agosto

Concentração Praça XV às 13h

Saída 14h

Previsão de retorno 18h

 

Parceria:
Museu do Ingá
La Botica da Jane
Abapha Vintage Pop

Apoio:
Bike Anjo Rio
Pedal Sonoro

 

 

Adoção dos Índices de Progresso Social (IPS) é estratégia para a redução das diferenças territoriais

É possível promover o bem estar da população sem que isso esteja vinculado ao PIB do país ou região

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“Não existe empresa bem sucedida em uma nação falida”. A afirmação é de Gláucia Barros, diretora programática da Fundação Avina, responsável pelas ações da Fundación Avina no Brasil, coordenando na região da Amazônia os programas de acesso à água, energia e indústrias extrativas, cidades sustentáveis, mudanças climáticas, reciclagem inclusiva, inovação política e negócios de impacto.

Glaucia Barros, da Fundação Avina no painel "Informação para Transformação"

Glaucia Barros, da Fundação Avina no painel “Informação para Transformação”

Em sua apresentação durante o Fórum de Sustentabilidade do Rio, Gláucia mostrou que se somarmos o PIB de um local com os Índices de Progresso Social, é possível atingir um crescimento inclusivo numa região. O Índice de Progresso Social (IPS) sugere que os países do mundo devem ter como meta priorizar o progresso social e indica ainda que as desafiadoras condições econômicas locais não devem necessariamente ser um obstáculo à melhoria de vida dos cidadãos.

Entre seus principais pilares estão o atendimento às necessidades humanas básicas (nutrição e cuidados médicos, água e saneamento básico, abrigo e segurança pessoal); fundamentos do bem-estar (como acesso ao conhecimento básico, acesso à informação e comunicação, saúde e meio ambiente sustentável) e oportunidade (tolerância e inclusão, liberdade pessoal e de escolha, direitos pessoais e acesso ao ensino superior). O IPS foi criado como um complemento a outros indicadores, com o objetivo de permitir uma compreensão mais holística do desempenho geral das nações pesquisadas. Em sua avaliação são feitas as seguintes perguntas:

1) Será que um país providencia as necessidades mais essenciais do seu povo?

2) São construídos mecanismos na região local para que seus indivíduos e comunidades possam melhorar e sustentar o bem-estar?

3) Existe oportunidade para todos os indivíduos em determinado local para garantir que todos possam atingir o seu pleno potencial?

 

Em 2016 os países da América Latina e do Caribe foram relativamente piores em suas colocações em relação à edição 2015 do levantamento, ao registrarem queda em índices comparados com seu poder econômico em uma faixa de medidas de progresso social. Esse recuo é percebido especialmente em relação à tolerância e inclusão e liberdade pessoal (itens avaliados dentro da chamada dimensão de “Oportunidade”). As questões de segurança pessoal, em especial, são problemáticas, assim como o acesso à educação superior.

América Latina e resultados

Segundo Gláucia Barros, é interessante observar que em países ricos de alto PIB, quando aplicados os IPS, o que melhora mais rapidamente tende a ser os cuidados médicos e a nutrição. Os dados apontados para a América Latina ajudam na formação de quatro grupos:

– países com pontuação 72 ou superior no IPS são os que apresentam menores desafios em termos de bem-estar social em relação ao contexto da região (Chile, Uruguai, Costa Rica Argentina e Panamá). O Chile foi o melhor colocado, com uma pontuação de 82.12;

-um grupo de cinco países ocupa a faixa intermediária de 70 a 72 pontos: Jamaica, Brasil, Colômbia, Peru e México;

– dois últimos grupos estão abaixo da média dos países do continente: Equador, Paraguai, El Salvador e República Dominicana ficam com pontuação entre 65 e 70;

– já os países com déficits graves de bem-estar social, como Bolívia, Nicarágua, Venezuela, Guatemala e Honduras, têm pontuação no Índice de Progresso Social um pouco acima de 50.

Painel "Informação para Transformação" composto por Lena Lavinas, professora titular do Instituto de Economia da UFRJ; Luciana Nery, gerente de Resiliência – Centro de Operações Rio; Júnia Santa Rosa, urbanista e consultora; Glaucia Barros, diretora programática da Fundação Avina; Marcelo Mosaner, mestre em Economia Política/PUC-SP e Joana Monteiro, diretora presidente do Instituto de Segurança Pública.

Painel “Informação para Transformação” composto por Lena Lavinas, professora titular do Instituto de Economia da UFRJ; Luciana Nery, gerente de Resiliência – Centro de Operações Rio; Júnia Santa Rosa, urbanista e consultora; Glaucia Barros, diretora programática da Fundação Avina; Marcelo Mosaner, mestre em Economia Política/PUC-SP e Joana Monteiro, diretora presidente do Instituto de Segurança Pública.

O progresso social no Brasil confirma as tendências regionais: enquanto o país aparece inserido no grupo de médio-alto progresso social, na 46ª posição na avaliação média de todos os indicadores, ele aparece em 77º e 123º lugares, respectivamente, nos quesitos moradia e segurança pessoal.

Apesar disso, o Brasil lidera o grupo dos BRICS, seguido por África do Sul, Rússia, China e Índia. Exceto o Brasil, cujo avanço social, na 46ª posição, é mais alto do que seu PIB per capita (54ª), todos os BRICS têm baixo desempenho no IPS. Já em relação aos países da América do Sul, o Brasil ocupou a 4ª posição, ficando atrás de Chile, Uruguai e Argentina. Até o momento, não estamos indo tão mal assim,  veremos como fica nossa posição em um cenário golpista como este que passamos a viver a partir de março deste ano.

Mas como medir o impacto disso nas comunidades? Já existem mecanismo para medir indicadores de resultados e processos, mas não existem indicadores para medição de impacto. Nesse sentido, uma tentativa está sendo realizada em sete estados amazônicos juntamente com o governo do Pará e empresas como Coca-Cola e Natura. São 772 municípios que participam na região do Carauari para que sejam desvendadas essas métricas e modelos de medição. Inclusive, o governador Simão Jatene adotou os resultados do IPS Amazônia, apurados pelo IMAZON, como linha de base de seu plano plurianual de governo, que também será monitorado e avaliado de acordo com a progressão dos indicadores organizados.

Ver sobre o IPS Amazônia

Justiça social não combina com golpe político

Fala-se muito em equidade entre as nações e distribuição de riquezas em nível mundial, mas hoje o Brasil se compara à Mongólia em 60% (apenas) de IPS atingido. Isso faz com que pensemos: como é possível falar em redução da desigualdade social em um contexto onde alguns setores importantes da sociedade, como os empresários, ainda não reconhecem o processo político que vive hoje o Brasil como um golpe? O atual plano de governo vigente é cheio de medidas neoliberais áusteras que prevê o corte de todo e qualquer direito social. É no mínimo incoerente.

Promover a inclusão social de modo que ela se torne realidade no mundo e buscar atingir a equidade entre as nações do ponto de vista do IPS é fundamental. No entanto, permitir que o governo interino libere compra de territórios indígenas por estrangeiros e privatize nossas riquezas não está definitivamente contribuindo para o crescimento do Brasil e seu progresso social. Ao contrário. É retroceder nesse objetivo. Se o setor privado e as entidades de pesquisa não entendem isso, é provável que todas as iniciativas serão em vão.

Ainda temos déficits importantes em segurança pessoal (ele aparece entre as dez últimas posições do ranking) e também em cuidados médicos básicos e de moradia. Os resultados da edição 2016 do IPS mostram que, embora haja uma correlação entre o progresso social e o PIB, o crescimento econômico está longe de garantir avanços no campo social.

Pelo visto, o PIB não é tudo. Há exemplos como a Costa Rica que promove um alto progresso social com um PIB modesto. Focar no desempenho do Canadá e Austrália para aprender o que seus líderes estão fazendo para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos pode ser um caminho.

#socialprogress 2016

#socialprogress 2016

“É valioso ter novas métricas que nos ajudem a identificar as muitas outras riquezas, além da econômica, que se requerem para o desenvolvimento justo, democrático e sustentável. Isso, especialmente para o contexto brasileiro e em tempos de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, faz muito sentido para que governos, empresas e organizações sociais tomem melhores decisões e possam medir o impacto efetivo de seus investimentos na qualidade de vida das pessoas e dos bens ecossistêmicos”, disse Gláucia Barros, que coordena também a estratégia do Índice de Progresso Social no Brasil e em outros sete países da América do Sul.

Sobre o PIB e o que o IPS pode revelar sobre seu país:

TED Talks – Michael Green, criador do IPS, explica.

Saiba mais:

Durante o Fórum de Sustentabilidade do Rio foi recomendado a adoção do IPS para o Rio de Janeiro

Progresso Social

Avina

A importância da mensuração do IPS em comunidades

Fórum de Sustentabilidade do Rio debate estratégias de transformação social

Informação qualificada auxilia na definição de metas sustentáveis para a metrópole

Seis setores unidos pela sustentabilidade nas cidades

Seis setores unidos pela sustentabilidade

Nos dias 13 e 14 de julho a Associação Comercial do Rio (ACRio) sediou o Fórum de Sustentabilidade do Rio, uma iniciativa que reuniu diversas entidades dos setores público/privado, organismos de pesquisa, redes internacionais, terceiro setor e população para debater as melhores práticas de sustentabilidade para a região metropolitana, afim de criar e monitorar metas reais com base em diagnósticos amplos que dão base para a construção de políticas públicas eficientes.

O Fórum  discutiu acordos entre esses seis setores em quatro linhas de ação:  Juventude e Favelas, Despoluição da Baía da Guanabara, Geração de Informação Qualificada sobre a Cidade e Uma Nova Economia. A ideia é fortalecer uma rede de informações, coordenada pelo Cariocas em Ação, que servirá de base para o Centro de Resiliência Metropolitana, que deve ser lançado em junho de 2017. Neste espaço haverá a reunião das representações de cada setor, incluindo a população por meio de aplicativos, com o objetivo de colocar em prática os compromissos assumidos.

Na ocasião, Eduarda La Rocque, presidente da Cariocas em Ação e fundadora do Pacto do Rio, falou sobre a importancia da informação como ferramenta de construção da sustentabilidade. “Precisamos tornar as políticas de sustentabilidade em políticas de Estado e não de governo. É preciso criar um modelo de governança que envolva os seis setores mais importantes para esta transformação ocorrer, afinal, a redução da desigualdade é um objetivo de maior valor compartilhado e de maior IPS (Índice de Progresso Social)”, disse. Para ela, o desenvolvimento de áreas vulneráveis é garantia de investimentos futuros para a cidade.

No entanto, para atingir todos estes objetivos, conscientizar a população é fundamental. Com inovação é possível gerir as causas sociais de modo que sejam unidos os projetos que já existem para articular as pessoas em torno de ações de transformação. Nesse sentido, a Cariocas em Ação conta com o Fórum, onde a rede integrada irá promover as mudanças a partir do escritório de cidadania, onde os agentes atuarão na mobilização popular e conta ainda com o portal virtual que se torna o meio capaz de difundir a informação, gerindo as ações de maneira que todos possam participar.

Luciana Nery, gerente de resiliência da COR (Centro de Operações da Prefeitura do Rio), apontou alguns indicadores estratégicos para a prosperidade da população, mesmo que esta seja exposta a situações adversas. Segundo ela, aprofundar o conhecimento sobre o microclima da cidade e mitigar impactos de eventos; preparar a cidade para possíveis eventos climáticos; criar espaços urbanos verdes, frescos, seguros e flexíveis; promover recursos como água, energia, comida e resíduos de qualidade para todos aqueles que trabalham com a reciclagem; promover a economia inclusiva, diversa, circular e de baixo carbono e promover a resiliência da população com coesão social são alguns aspectos importantes para esse desenvolvimento sustentável de uma metrópole resiliente.

Assista abaixo o vídeo em que Luciana faz esta abordagem:


Publicado por Pacto do Rio

Além disso, informação qualificada também  está ligada a um tema super importante, que fornece dignidade para as pessoas: a criação de moradia social no Brasil. Estamos falando de um direito previsto na Constituição, mas que ainda é negligenciado pelo poder público. A urbanista Júnia Santa Rosa afirmou que produzir informação especializada nas cidades tem um alto custo. “Não se produz esses dados porque falta interesse orçamentário para investir. Também é muito pouco debatida a questão da mobilidade e ocupação do solo urbano e romper com isso é nosso grande desafio para a contrução de uma cidade sustentável”, disse. Sustentabilidade urbanística na dimensão da moradia é discutir o nosso chão. Investir nesse conceito é fundamental para mudar o paradigma atual.

Inovação, inteligência e informação

A rede Cariocas em Ação é uma sociedade sem fins lucrativos criada para defender os interesses da população no Pacto do Rio. Ela pretende trabalhar alinhada em um modelo integrado de planejamento e gestão visando o aumento da qualidade de vida urbana e a redução das desigualdades sociais e territoriais do Grande Rio. Esta também é uma das metas que norteia o Pacto do Rio, que pretende tornar a região metropolitana mais sustentável.

O Pacto do Rio foi criado na instância do poder público pelo Instituto Pereira Passos, órgão municipal responsável pelas informações da cidade e que passou a cuidar da UPP Social, mais tarde Rio+Social. O objetivo era prover serviços públicos às favelas pacificadas com qualidade, mas evoluiu também na promoção da justiça social, do uso eficiente e sustentável dos recursos econômicos e naturais, bem como a boa governança ética, com transparência e mecanismos de participação. Através do Pacto do Rio o Fórum de Sustentabilidade e a Cariocas em Ação foram criados.

O Fórum é permanente e manterá suas atividades tanto virtuais, em seu site, quanto presenciais, na realização de encontros periódicos entre os seis setores, chamados “Encontros E Aí?”.

Acompanhe: Fórum de Sustentabilidade

FB Pacto do Rio

 

Festival da Utopia injeta novo ânimo na busca por uma sociedade mais justa

Se nos chamam de utópicos é para sentir orgulho

Geod[esica no Acampamento da Utopia - diversidade na veia!

Geodésica no Acampamento da Utopia – diversidade na veia!

Quando os direitos básicos como saúde, educação, cultura e cidadania são deixados de lado, esquecidos pelas lideranças mundiais dos países do mundo, negligenciados por aqueles que são os responsáveis por promover condições dignas de vida para suas populações e inseridos no âmbito utópico, é chegada a hora de repensar o que podemos chamar de utopia e os rumos do nosso planeta.  Promover o acesso de todas as pessoas (e não somente de uma pequena parcela) às riquezas do mundo, sua pluraridade, conhecimento e tecnologia não é utopia, é uma realidade que pode se tornar cada vez mais possível se houver unidade de pensamento, força de ação e vontade coletiva.

Reunião Mídia Ninja

Reunião Mídia Ninja

Esses foram os caminhos apontados pelo Festival da Utopia em Maricá – RJ, que aconteceu de 22 a 26 de junho e contou com a participação de 5 mil pessoas de todos os cantos do país e da América Latina, além de convidados de diversas partes do globo. No total foram mais de 30 atrações distribuídas entre mesas, palestras, seminários, debates, shows, apresentações teatrais e incontáveis intervenções artísticas, exposições, saraus e festas.

Maricá foi o centro da vanguarda durante cinco dias, de onde partiram as melhores energias catalizadoras de uma profunda mudança no Brasil e no mundo, convocando a união entre os povos para a construção de um novo mundo, mais colaborativo e humano, menos esquizofrênico do ponto de vista capitalista e com um desejo profundo de acabar com a intolerância e com o medo.

Pow Pow Pooooow!!

Pow Pow Pooooow!!

Foi incrível participar desse momento histórico, conviver de perto com a potência da juventude que surge para chacoalhar os velhos valores e acordar os anseios adormecidos, bem como os pensadores de trajetória considerável, que não se cansam de mostrar que para lutar por um mundo melhor não importa a idade.

Se é utopia o que queremos, então sejamos utópicos, mas principalmente sejamos sagazes lutadores no mundo que se obscurece com o fantasma da intolerância.

 

 

Sendo ninja com alguns companheiros da cobertura colaborativa, redigi matérias para o portal do Festival. Seguem aqui para leitura!

Abertura do Festival da Utopia reúne lideranças políticas e dos direitos humanos em prol da construção de um novo mundo

Plenária do Meio Ambiente debate a urgente criação de um modo de vida mais sustentável para todos

Segundo dia do Festival da Utopia promove reflexão sobre o modelo capitalista e a distribuição de renda no mundo

Debate sobre as relações humanas no contexto do capital abre o terceiro dia do Festival Utopia

Assista o vìdeo da Pós_Tv!

Confira outras notícias no site do Festival da Utopia aqui.

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Fotos: Coberturas Utópicas – Mídia Ninja

 

Bicicultura 2016 foi realizado em São Paulo com adesão massiva do público

A edição 2017 será realizada em Recife e a 2018 no Rio de Janeiro

Tweed Ride Rio no #Bicicultura2016

Tweed Ride Rio no #Bicicultura2016

O Bicicultura 2016 acabou, mas já deixou saudades! Foram 4 dias de evento (26 a 29 de maio) na capital paulista que abordou todo o universo da bicicletada no Brasil e no mundo, com competições de diversas modalidades esportivas do ciclismo, feira de produtos que são fruto de projetos empreendedores com a bike, shows de artistas regionais, oficina mecânica e ajustes básicos, além de muitas palestras e ótimos convidados que falaram de suas experiências e a mobilização cicloativista levantando temas importantes como o empoderamento feminino, a importância do protagonismo das mulheres nas ações que trilham um novo caminho para a sociedade e a construção de cidades mais cicláveis.

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Concentração Praça do Ciclista !!

O Tweed Ride Rio participou, juntamente com outras iniciativas que promovem passeios ciclísticos, da Bicicletada Nacional, que se realizou no dia 27 de maio e teve como tema o Manifesto pelo Fim da Cultura do Estupro (leia abaixo). A saída ocorreu na Praça do Ciclista, que estava lotada. Apareceu por lá nosso parceiro Beauty Bike, que foi a nosso convite maquiar as ciclistas que chegaram cedo para o evento. Em seguida, uma pista da Avenida Paulista foi tomada por um mar de bicicletas e isso deu gosto de ver!!

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Para esse passeio ficar ainda mais bonito, usamos uma bicicletada ma-ra-vi-lho-sa da marca Echo Vintage, que tem como característica principal o design vintage e retrô, em cores pastel, com todos os detalhes que marcaram as décadas de 40 a 80. E essa belezinha aí da foto é a Isis Plus All Green, que inclusive está com preço promocional no site da loja!!

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E ao final da noite, após os lançamentos de livros na Galeria Metrópole, um chopp com os amigos e uma baladinha, a ótima opção para voltar para casa em segurança na fria noite de São Paulo foi o UBER BIKE, que precisa muito chegar ao Rio de Janeiro para facilitar também a nossa vida por aqui. VIVA!!

A revolução do Uber tbem transportando bicis

A revolução do Uber tbem transportando bicis

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Não podemos deixar de mencionar a incrível experiência que tivemos em pedalar, no dia seguinte (28) pelo centro da cidade visitando obras dos artistas graffiteiros mais renomados do mundo, disponíveis somente para quem anda a pé ou de bike pela região (é proposital !!). Foi o Pedal Fotográfico , promovido pela videomaker Rachel Schein, que registrou nesse vídeo os momentos especiais: Clique Página da Rachel.

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Confira mais fotos no Insta: https://www.instagram.com/tweedriderio/
E no álbum do facebook.

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Acesse mais:
Debate Ciclanas no Bicicultura 2016
Galeria da 1 Mostra de Fotografia Bicicultura 2016
Melhores momentos do dicurso de fernando Haddad

 

Alguns videos sobre como foi a Bicicletada Nacional.

Video 1

Video 2

 

 
Manifesto no Dia da Bicicletada Nacional – 27 de maio 2016

Pedalamos tod@s pelo fim da cultura do estupro!

Lugar de mulher é em casa?
Na rua somente acompanhada?
Mulher é responsável pelo cuidado da casa e da família?
Você acha normal interromper a fala de mulheres?
Você acha que a sua opinião é mais relevante do que das suas colegas de trabalho?
Você acha que mesa de bar é lugar de homem?
Você acha que o não da mulher na balada é só charminho?
Tudo bem fazer fiu-fiu para as mulheres na rua?
Você encoxa mulher no ônibus ou finge que não vê?
Mulher com roupa curta está provocando?
Você acha que está certo uma empresa não contratar uma mulher porque ela pode engravidar?
Você acha que nascer homem é uma sorte?
Se você respondeu sim a uma das questões acima, você é cúmplice da cultura do estupro.
Estupro não é o único tipo de violência contra a mulher. Tudo que tira a liberdade de escolha de uma mulher é violência.
Não foram 33 doentes que estupraram uma adolescente no Rio de Janeiro, foram 33 homens criados em uma sociedade machista que acha normal responder sim a essas perguntas.
‪#‎Bicicultura2016‬‬

Saiba mais sobre a bicicleta Isis: suuuuper confortável!

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Foto de Ivson Miranda

Bicicletas com corpo em aço;
Pintura eletroestática;
Aro 28”;
Quadro de 28”;
Seat Tube 77cm a 90cm;
Kit marcha Nexus Shimano – 3 Velocidades;
Freio somente dianteiro;

Guidão e banco com regulagem;
Pedal de plástico antiderrapante com refletor;
Pneu branco, 700x45c/28c4,75 (47-622);
Banco de plástico, mesmo material utilizado na década de 50, com pintura dando aspecto de couro;
Manopla em couro acolchoado;
Campainha;
Farol dianteiro com funcionamento a pilha;
Farol traseiro com funcionamento a pilha;
Capa de proteção da corrente;
Paralama frontal e traseiro;
Bagageiro;
Pé para descanso;
Cesto de palha.

Números gerais do Bicicultura 2016
Fonte: VáDeBike 

GERAL
10 mil pessoas em todo o evento
18 estados diferentes representados
573 inscritos previamente nas atividades internas, pelo site
+160 atividades ao longo de 4 dias de evento
45% das atividades lideradas/apresentadas por mulheres
250 atividades inscritas através do edital de programação
R$ 59.300,00 arrecadados somente pelo crowdfunding (169% da meta)
+50% de todos os recursos arrecadados para o Bicicultura foram investidos diretamente nas PESSOAS (programação)
40 voluntárias e voluntários diretamente na organização (por alguns meses) e 120 voluntárias e voluntários durante o evento

Um mar de bikes!!

Um mar de bikes!!

 

BICICLETÁRIO
880 atendimentos/bicicletas (220 por dia) no Bike Valet
200 bicicletas estacionadas diretamente, sem o Valet

 

 
EMPRÉSTIMO DE BICICLETA
140 bicicletas emprestadas, com inscrição prévia.
CERIMÔNIA DE ABERTURA
300 pessoas no auditório da Galeria Olido, no dia 26 de maio
Assista a cerimônia em vídeo, na íntegra, e veja aqui um resumo da palestra do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que afirmou que as ciclovias são uma conquista da sociedade e agradeceu ao cicloativismo.
1a MOSTRA DE VÍDEO BICICULTURA (Espaço Itaú de Cinema)
220 espectadores
25 vídeos selecionados, dentre 59 inscritos:
SP – 9;
MG – 8;
BA – 2; CE – 2
PR – 1; ES – 1; AM – 1; PA – 1 ; RJ – 1
4 vencedores (por UF: MG/PA, MG, CE, SP)
1a MOSTRA DE FOTOGRAFIAS BICICULTURA
170 trabalhos inscritos:
São Paulo 82
Rio de Janeiro 26
Santa Catarina 16
Minas Gerais 12
Bahia 10
Paraná 5
Rio Grande/Sul 4
Amazonas 3
Brasilia 3
Ceará 3
Pernambuco 3
Mato Grosso 2
Paraíba 1
81 selecionados
3 vencedores (SP, SC, SP), sendo que a foto vencedora foi de uma proponente mulher
ESCOLINHA BIKE
270 atendimentos
63 (dia 26 de Maio)
76 (dia 27 de Maio)
96 (dia 28 de Maio)
35 (dia 29 de Maio)
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IMPRENSA
39 profissionais de imprensa credenciados para a cobertura do Bicicultura
Mais 20 profissionais credenciados ao longo do evento
Cobertura das principais redes de televisão e jornais do país
Cobertura de inúmeros veículos voltados para ciclistas
ATIVIDADES ESPORTIVAS
09 atividades esportivas distribuídas nos 04 dias do Bicicultura
Estima-se que 5 mil pessoas circularam nas áreas externas (esportes e bicifeira) do Bicicultura
Quase 600 atletas profissionais e amadores participando das atividades esportivas
108 atletas inscritos para corrida Bike Arrancada
07 times participaram do Bike Polo
30 atletas profissionais disputando o campeonato BMX na Rua
50 atletas disputaram a 2a.Etapa do Circuito Brasileiro de Flatland nas categorias iniciante, amador, old school e profissional
15 duplas de mulheres participaram da corrida Alicate
20 duplas participaram da gincana Atravecity
200 participantes no 1o. Encontro de Wheeling no Centro de São Paulo
75 pessoas tentaram 275 vezes a prova do Slow Ride
35 atletas participaram do Free Ride Urbano
BICICLETADA (27 de Maio)
600 pessoas
BICICULFESTA – A BALADA DO BICICULTURA (28 de Maio)
300 pessoas
SHOW PEQUENO CIDADÃO (26 de Maio)
100 pessoas

Leiam mais sobre quando o prefeito Haddad comparou ciclistas a sem-terra

De volta ao passado com Tweed Ride Rio no Bicicultura 2016

O veículo do futuro já chegou faz tempo!!

Arte de Márcia Menezes

O Tweed Ride Rio aporta em São Paulo para participar do Bicicultura – edição 2016. Este é o maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo do Brasil e acontece entre os dias 26 e 29 de maio na capital paulista. Estaremos lá participando da grande bicicletada nacional promovida no dia 27 e conclamamos os ciclistas do passado (e do presente) para se unirem conosco nesta grande homenagem à bicicleta.

Nosso convite é para voltar no tempo sobre duas rodas! O Tweed Ride Rio é um passeio de bicicleta à moda antiga e, para participar é simples, basta se vestir como no século passado, época em que a bicicleta se tornou bastante popular e era utilizada com naturalidade como um veículo de locomoção para homens e mulheres, já mostrando o seu pontencial revolucionário e de vanguarda. Para as mulheres, a bicicleta ainda possibilitou mais liberdade de ir e vir sem a necessidade de estarem acompanhadas por um familiar ou esposo. VIVA a BICICLETA e o empoderamento feminino!!

Contamos com o apoio da charmosa Echo Vintage , loja de bicicletas e produtos retrô super fofos, além da oldfashion Levi’s para embelezar ainda mais a nossa presença no evento, afinal, com tradição não se brinca! ❤

Venha participar conosco desse momento inesquecível!!

Confirme sua presença e convide seus amigos AQUI !

Tweed Ride RIO – Edição Especial Bicicultura 2016

Dia 27 de maio – 19h

Praça do Ciclista

#Bicicultura2016

Saiba mais: http://bicicultura.org.br/

Conheça nossa fanpage e acompanhe a cobertura completa: https://www.facebook.com/tweedrj/

Agradecimento especial para Marcinha pelo talento e disposição em ajudar!! ❤

Por ser menina!

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Combatendo o machismo em sua raíz

Combatendo o machismo em sua raiz

Uma cena marcante em minha infância é a cena de meu pai me sentando em seu colo e me dizendo que quando minha mãe havia ficado grávida ele queria que a criança fosse menino. Naquela época não havia exames modernos de imagens como temos hoje e era muito normal os pais ficarem esperando até o nascimento do bebê para saber o seu sexo. Pois bem, meu pai ficou até o último momento torcendo para que eu fosse um menino. Saber disso antes mesmo de meu irmão mais novo nascer, de alguma maneira, moldou a minha personalidade. Azar do papai que teve que aturar durante muito tempo minha insistência para que ele me levasse a caçar tatu, coisa que só os pais de filhos homens fazia.  Ao final, ele acabou se rendendo e lá fui eu toda orgulhosa de ser “o menino” que meu pai tanto queria.

Acontece que mal sabia eu que tal realidade não se muda com um ou dois tatus no embornal de couro. Meus problemas estavam só começando! Logo percebi que eu não podia me sentar de qualquer jeito, tinha sempre que fechar as pernas. Caso contrário levava um beliscão ou qualquer reprovação da minha mãe ou das minhas tias. Também não podia ficar muito alegre ou empolgada com alguma coisa porque senão me taxariam de “assanhada”, algo que nada tinha a ver com o meu cabelo ou com o jeito que ele estava penteado.

Entretanto, eu me fiz valer de algum modo. Subi em árvores, andei a cavalo, nadei na enxurrada dos temporais de verão, e briguei de porrada para defender meu irmão dos meninos maiores do que ele na escola. Também aprendi dançar forró com meu pai, que me levava aos arrasta pé noturnos e onde eu tocava triângulo com a banda de velhinhos. Tudo bem, nem tudo estava perdido!

Porém, sendo eu a irmã mais velha, teria muitas mais responsabilidades do que meu irmão caçula, mas não por ele ser menor, mas sim por ele ser homem. Sempre fiquei a imaginar se ao contrário de um menino, minha mãe tivesse se engravidado de outra menina, as divisões pelas mesmas tarefas domésticas seriam tão diferentes.

Uma pesquisa recente (maio 2014) realizada pela Plan International Brasil mostrou que tarefas como as de limpar a casa, lavar a louça e arrumar a cama são de 6 a 8 vezes mais realizadas por meninas do que por meninos nos lares brasileiros. Ao passo que “sair para trabalhar” é uma atividade realizada 12,5% por meninos e somente 4,3% por meninas.  Isso é só um dos itens pesquisados que revela a raiz de nosso machismo cotidiano, da perpetuação dos dogmas de criação de meninos e meninas quando ambos são apenas crianças e assim deveriam ser tratados igualmente. A pesquisa ouviu um total 1931 meninas, na faixa etária entre 6 e 14 anos.

Levante a mão pelas meninas!

Levante a mão pelas meninas!

Não me lembro de ver minha mãe tirar meu irmão de suas brincadeiras para aprender a fazer arroz, cozinhar carne moída ou lavar roupa à mão no tanque. Jamais presenciei essa cena. Sequer a vi ensinar a ele como se usava uma vassoura. Acho que foi por esse motivo que desenvolvi certa birra de lavar a louça dos outros, de lavar a roupa dos outros e de fazer qualquer coisa para os outros que não fosse para mim mesma. É claro que eu ajudava a minha mãe, mas muito à contra gosto, é verdade. Ela que trabalhava fora e sempre sustentou a casa praticamente sozinha com seus três empregos de professora que quase a impedia de ver os filhos diariamente. Quando eu acordava para ir à escola o café a manhã já estava posto e minha mãe já estava correndo para o ponto do ônibus para não se atrasar na entrada dos alunos. Meu pai? Bem, nos primeiros anos ele até me levou à escola algumas vezes, ora de bicicleta, ora caminhando. Mas a verdade é que ele ajudava bem pouco a minha mãe no dia a dia da criação dos filhos. Ele, um cabra macho do Rio Grande do Norte, nortista como diriam alguns, não se via fazendo tarefas domésticas. Imagina!

O que isso tem a ver com personalidade? Tudo, ora bolas. Durante anos e anos eu via o quão desigual era a divisão de tarefas entre minha mãe e meu pai, durante anos eu me revoltei por ter que reproduzir esse modelo em casa e briguei muito com meu irmão por conta disso. Era até natural que essa menina que vos fala agora repetisse para si mesma e para quem quisesse ouvir que ela jamais se casaria. Só de imaginar viver tudo aquilo no futuro eu já entrava em pânico!

É claro que minha vida foi até bastante boa em comparação a tantas outras meninas que vivem na pobreza, sem acesso à educação, ao amor e aos cuidados dos pais. Para se ter uma ideia do quão desigual é o nosso país na sua distribuição de renda, no acesso à informação e no reflexo disso para a educação, evolução e crescimento de suas meninas, vejamos alguns dados da pesquisa: a proporção de meninas de escolas particulares que disse desempenhar atividades domésticas é menor do que o observado nas escolas públicas (rurais e urbanas). Enquanto cerca de 43% das meninas/adolescentes de escolas públicas disseram cozinhar, 32,5% das estudantes de escolas particulares urbanas o fizeram. Outros exemplos:

    • 67,1% das meninas de escolas particulares urbanas declararam lavar louça. Nas escolas públicas rurais esse percentual foi de 81,5%;
    • 46,6% das meninas/adolescentes de escolas particulares urbanas informaram limpar a casa. Nas escolas públicas rurais o percentual sobe para 74,3% e nas públicas urbanas para 67,6%.

Ou seja, se você considerar que meninas que estudam em escolas privadas são as de maior poder aquisitivo, podemos concluir que quanto mais pobre a menina é, mais tarefas domésticas e responsabilidades lhes são atribuídas todos os dias de sua vida.

Acredito que tudo está interligado e somos aquilo que vivemos. Por ser menina, um dia eu quis ser menino.  Por ser menina eu vivi poucas e boas e tive que receber muitos rótulos e peitar muita gente para ser quem sou hoje. Talvez não tenha sido em vão a minha saída de casa tão precoce para os modelos atuais. Saí com 18 anos quando hoje em dia é muito comum ver jovens com mais de 30 anos morarem com seus pais. Meu irmão ainda está lá.

Levante a mão pelas meninas!!

Levante a mão pelas meninas!!

Fonte: A Plan International Brasil é uma organização não-governamental humanitária, sem filiação política ou religiosa, presente em 70 países. No Brasil desenvolve projetos desde 1997. Mais informações: www.plan.org.br

#PorSerMenina é uma campanha mundial da Plan International para promover os direitos das meninas e contribuir para tirar milhões delas da zona de pobreza, por meio da educação e do desenvolvimento de habilidades.

Para saber mais acesse:

Filme da Campanha no Youtube

Texto escrito originalmente em 30 de setembro de 2014 em função do DIA Internacional das Meninas – 11 de outubro.

PirAÇÕES Urbanas leva Tweed Ride Rio a Salvador

#TweedRideRio em Salvador!!

#TweedRideRio em Salvador!!

O Tweed Ride Rio tem a honra de anunciar que iremos participar do #PedalaRibeira, em Salvador – BA, no dia 12 de dezembro.

Estão previstas várias atividades como palestras, debates, oficina mecânica de bicicletas, atrações musicais e muito mais! A realização é de Aromeiazero.

Um trajeto na região da Cidade Baixa, passando pela Calçada e Forte Monte Serrat, voltando ao ponto de saída na Marina da Ribeira espera pelos ciclistas baianos do passado.

Concentração às 14h na Sorveteria da Ribeira

Te espero tomando um sorvetinho!

Dentro do percurso faremos um picnic coletivo, onde todos levam suas cangas ou toalhas para ofertar os comes e bebes com muito amor no coração. Vai ser lindo!

Concentração às 14h em frente à famosa Sorveteria da Ribeira.
Saída às 15h.
Passeio + PicNic
Retorno às 17h30 para o ponto de partida e local do evento Pedala Ribeira.

 

Fotógrafos são bem vindos! Divulguem!
Teremos bottons e postais do Tweed Ride Rio à venda!

Colecione bottons e postal lindos de morrer!

Colecione bottons e postal lindos de morrer!

Mais informações no evento Pedala Ribeira: https://www.facebook.com/events/202787883388897/

Tweed Ride Rio
www.facebook.com/tweedrj

Acesse também: álbuns para inspirar 

Mapa do trajeto

Dica de Brechó na área:
Correio 24horas
Coisas de Lulu

Sobre o evento – PirAÇÔES Urbanas – Salvador (BA)

Para celebrar a instalação do novo bicicletário público na Ribeira, o Instituto Aromeiazero, junto com o Programa Salvador Vai de Bike, da Prefeitura de Salvador e com patrocínio do Itaú, vão promover no dia 12 de dezembro o Pedala Ribeira, um festival com muita festa, bicicleta e atividades para todas as idades, tudo gratuito e feito pela própria comunidade.

 

Chamem os amigos em Salvador-BA!!

Chamem os amigos em Salvador-BA!!