Manual Prático de Aline – Parte II (Doses cavalares)

O fio desta meada começou na postagem anterior. Sigamos…

Globo

Chegou a hora de falar numa questão que grande parte da população brasileira não sabe. Os veículos de comunicação no Brasil é um monopólio que há mais de cinco décadas vem exercendo domínio sobre as pessoas. Na constituição brasileira a televisão deveria ser usada com objetivos educativos e culturais, principalmente por se tratar de uma concessão pública, entretanto isso não é respeitado. Os presidentes da república que por aki passaram deram as concessões a seu bel prazer, para quem serve a eles e só a seu governo. Dessa forma perdura a alienação e o total descomprometimento com a população, com a educação e com o Brasil. Basta estudar um pouquinho como foi o processo de chegada da televisão no Brasil. Houve corrupção e lavagem de dinheiro na importação dos aparelhos que Chatô trouxe dos EUA. Roberto Marinho rapidamente agarrou o filão que surgia ficando muito amigo do poder instituído. Daí então o “padrão globo de qualidade” tem se tornado um mito. Do Oiapoque ao Chuí o melhor sinal, via satélite, é o da Globo. Agora já pensando no monopólio da TV digital, ninguém questionou o motivo por adotar um modelo externo, quando no Brasil já estava sendo desenvolvidas pesquisas para um modelo de tv digital brasileiro, mais democrático e multidisciplinar. Nosso então Ministro das Comunicações Hélio Costa, em conluio com as organizações globo, grande favorecida com o modelo excludente de comunicação, boicotou todas as discussões a respeito do tema, faltou a todos os debates nas universidades a que foi convidado e assim a coisa se deu. As novelas é a ditadura de um comportamento e de um estilo de vida que nem 70% do Brasil consegue passar perto. Nos rincões desse nosso país aquilo que passa todos os dias em horário nobre é a coisa mais absurda que já viram. As únicas pessoas que ainda acreditam naquilo é quem de um jeito ou de outro faz parte do esqueminha, mesmo que de uma forma alienada e completamente alheia à realidade que nos assola.

Ouvi outro dia que o presidente do Brasil é a Globo! Ri para não chorar! Ora de oposição, ora de situação, essa rede bobo ajudou a matar e torturar muita gente na época da ditadura enquanto a nação cantava o iê iê iê da jovem guarda. Depois ajudou a derrubar a ditadura com um discurso libertário, onde ela mesma iria exercer a ditadura da democracia falida, a ditadura das novelas, dos esteriótipos e das mentiras históricas.

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Para ler mais acesse também http://www.culturabrasil.pro.br

Baixe aqui a publicação lançada pelo Coletivo Intervozes sobre Concessões de Rádio e TV no Brasil.

Reforma Agrária

No Brasil, desde a época das sesmarias doadas pelos portugueses a seus fidalgos, a aquisição de terras sempre foi ou por meio de doação, herança ou via compra. Jamais se pensou na conquista da terra por aqueles que nela trabalham. Para mim a terra só é de direito daqueles que nela trabalha, que nela deposita o seu suor e seu amor em ver florescer aquilo que foi plantado. A reforma agrária se baseia na indenização do proprietário pela terra improdutiva que vai ser adquirida pelo estado para fins de assentar famílias. Porém, o país não tem tanto dinheiro assim para comprar novamente tanto latifúndio que ele mesmo, o próprio estado, deu tempos atrás. Nisso entra a burocracia, a corrupção, a grilagem, a matança proferida contra os camponeses etc. Para mim o melhor seria a REVOLUÇÃO AGRÁRIA. Essa sim, iria retirar dos latifundiários a terra, que seria repartida em tamanhos iguais e entregue às famílias de camponeses para que ali eles produzam os alimentos que abastecem as cidades. Se isso fosse feito, aumentaria muito a produção de alimentos, o que levaria à diminuição dos preços desses alimentos contribuindo para a extinção da fome e principalmente com a extinção das favelas nos grandes conglomerados. Dessa forma pensaríamos no desemprego com outra visão, e não como vemos hoje. E também não iríamos achar que esse grande mal, o desemprego, se resolve somente com a construção civil e sim com educação pública e de qualidade para todos. Por isso é importante o movimento da educação popular, com escolas no campo e na cidade, conscientizando o camponês e o operário de sua condição. Nada é tão bom quanto parece.

Saiba mais em A Nova Democracia
Agroecologia

Leia também Rôndonia que ninguém vê!

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2 comentários sobre “Manual Prático de Aline – Parte II (Doses cavalares)

  1. Keila Vieira disse:

    Oi Aline, bom título: Manual prático de Aline, muita gente já deve ter escrito sobre o quão ruim é o nosso sistema e a Rede Globo para a realidade, mas nunca esqueço que esse canal esteve envolvido em um dos maiores erros de éticas eleitorais..no caso Collor..ela ajudou a pôr, depois a tirar..quanta hipocrisia!Bom, não mando os e-mails..também sem muitas coisas para contar, além de morrendo de tanto ir de lá para cá..mas qualquer dia faço uma surpresa!Beijos,Keila

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