Pôr-do-sol

O negócio é que eu quero ver o pôr do sol, esse é o canal. Alguém me inspirou a isso, houve uma troca no sentido palavra-imagem. Ainda ei de pedir pessoas que fotografem a mim. A imagem da mulher na imagem de si mesma. Eu acho que vou começar a trazer a minha canga. Secador não precisa de canga.

É. Não existir pessoa no mundo é um problema. Vejo muitas bem parecidas, muito mesmo. Grupos delas eu vejo e exercito escrever sobre eles, eu penso ser um problema não haver nada que as une a não ser o estardalhaço.

Novamente eu me pego em um bar em companhia de uma cerveja e meus pensamentos. Desde então certo tempo passou, isso foi há alguns meses e eu pensei na falta que faz estar sem a minha trilha sonora do momento. É que eu andei meio desligada dela e agora ela deu o troco. As parcas tecnologias do mundo pós-moderno do capitalismo tardio não servem de nada no momento. Tudo é tão fragmentado que me causa náuseas.

Hoje alguém disse: “O frango voltou! Graças a Deus!”. Ainda bem que existem as aspas. E o frango? Continua tite como diria o chinês de Ferreira Gullar. Pausa para a cerveja….

Se um texto lhe interrompe e rompe suas veias e vísceras, ele está querendo ser escrito. E isso é melhor que aconteça. Custe o que custar. Afinal, ele desvia o seu caminho, ele te induz a pecar no caminho da mente porque ela queria você em outro lugar racional. Entretanto a razão se perde em meio a pessoas desconhecidas. Talvez por isso mesmo, por ser desconhecida em meio a desconhecidos é que isso acontece: a urgência de escrever.

 

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