Gavetas da Memória

 

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Eu sei que hoje é o aniversário de Fabíola. Há poucas datas na vida que eu me lembro. Acho que foram aquelas primeiras gavetas abertas onde depositei as primeiras lembranças, os primeiros papeizinhos amassados, bilhetes, afagos e descobertas.

Fabíola, minha mãe, Vivian, Tomaz, Maurício, meu pai, não necessariamente nessa ordem. Os outros tiveram que ocupar lugares de outros nas gavetas porque não existem tantas gavetas assim. E precisamos reservar algumas vazias para uma emergência qualquer.

A solidão sempre me impressiona. Atualmente tenho canetas como amigas, papéis como confidentes, olhares curiosos, uma cerveja como relógio do início da noite, uma música como semáforo, um medo como pulga, um estar como interrogação, um coração como rubor.

Ele voltou. Mas tem seu celular como companheiro. Eu já não sei de mais nada. Acho que foi mesmo embora. Nada é em vão.

Ah! Aproposito, o aniversário de Fabíola é dia 1º de outubro.

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